Workshop - Construção de forno anagama


Construção de um pequeno forno anagama e queima em aproximadamente 20hs, 30 e 31 de maio de 2013

Local: Palhano - Brumadinho - MG / realização: Circuito Atelier c/arte
Edição e Imagens: Messias Mendes

Vídeo da oficina








Exposição Individual


Adel Souki -"De Ponto a Ponto"
Museu Histórico de Divinópolis - MG - de maio a junho / 2012 
Participação do Grupo de Congado


Detalhes do trabalho


Apresentação do gongado durante a abertura da exposição



As fotos que apresento foram feitas por Halim Souki, um jovem estrangeiro que chegou em Divinópolis em 1926. As festas religiosas capturaram seu olhar.
...O que transcende ao aparato dessas festas? No enquadramento  desse olhar nas fotos vemos que o fotógrafo não queria chamar a atenção, ele pisava devagar, tentava entender. Talvez deslumbrado com as cores, com a alegria e principalmente intrigado com aquela fé.


Exposição Coletiva - Artista visitante UFMG


"Cerâmica Uma Proposta Contemporânea" 2010
Projeto Artista Visitante da Universidade Federal de Minas Gerais


“Uma verdadeira viagem de descoberta não
se resume à pesquisa de novas terras,
mas envolve a construção de um novo olhar.”
Marcel Proust


A exposição Cerâmica: Uma Proposta Contemporânea se configura para nós, artistas/pesquisadores, como uma síntese de quase um ano de intenso trabalho e estudos. O grupo se formou em março deste ano, quando iniciamos, no Atelier de Cerâmica da Escola de Belas Artes da UFMG, um percurso de experimentações de diferentes procedimentos artísticos e técnicos do fazer/pensar cerâmico – convencionais e alternativos. Dentro de um processo essencialmente colaborativo, estimulando trocas entre o grupo e a partir de aproximações com diversos artistas contemporâneos, como Twomey, Grayson Perry, Anthony Gormley, Claudi Casanovas, Katsuko Nakano, Angel Garraza, Norma Grimberg, Paul Soldner, Tony Gragg, Anish Kapoor, Ai Weiwei e Toshiko Ishi, traçamos nossas rotas, entre poéticas pessoais e coletivas. Para a mostra, agregamos a toda essa vivência, o espaço da antiga Olaria da Estação Ecológica do campus da UFMG como um território de construção coletiva, onde instauramos, a partir dos nossos trabalhos – exercícios estéticos e plásticos - novas oportunidades de diálogo com o barro e o com o fogo.




Catálogo da Exposição (clique na imagem para ampliar)
Mais imagens da exposição >> GUI Guimaraens fotografo



Queima Anagama / 2010


Queima realizada no meu forno anagama com a participação do ceramista alemão Arwed Angerer .


Vídeo - Kawa no Nagare / Margem do Rio


Video realizado para homenagear à ceramista Toshiko Ishii.

"A morte de Toshiko Ishii não foi o final,mas simplesmente uma transformação de u plano físico a outro, onipresente... Toshiko continua presente, na sua obra, nos lugares em que viveu e trabalhou, na memória das pessoas que a conheceram e na inspiração que desperta naqueles que, como eu, escolheram a cerâmica como caminho."

Vídeo sobre ceramistas

Programa Terra de Minas (Rede Globo) / Outubro de 2009



Exposição "Cerâmica Contemporânea Hoje"


Adel Souki - "Passagem Pela Vida"
Galeria da Escola Guignard - Belo Horizonte - 2009


detalhes
"Mil Moradas e Uma" Palácio das Artes - 2009







Catálogo / Catalog


"ad infinitum
"


O que arrebatou Adel Souki foi a idéia de infinito. Idéia que ela encontrou na palestra de Borges1 sobre as histórias inventadas e reunidas em diversas versões e edições e conhecidas como “As Mil e Uma Noites”. A beleza deste nome encantou Borges, para quem “de Mil” é quase sinônimo de infinito e “Mil e Uma” é ir além do infinito. Ainda segundo o escritor argentino, os arábes dizem que ninguém pode ler “As Mil e Uma Noites” até o fim. Não por tédio, mas porque se sente que o livro é infinito. Os árabes dizem e Borges reafirma: Trata-se de um livro tão vasto que não é preciso lê-lo. Ele é parte prévia de nossa memória”.

O que encantou Borges, envolveu Adel.
As Mil Moradas e Uma também estão inscritas em nosso cotidiano, em nossas memórias, em nossos corpos, em todos os nossos sentidos. E, assim como o livro, enredam tramas, fantasias, sonhos, tristezas, alegrias, devaneios, mistérios, rituais. E, mesmo porque não formam um texto, também não precisam e não podem ser lidas. As Moradas se apresentam a partir de Mil e Uma mãos, infinitas idéias. São moradas imaginadas, sonhadas, vividas e construídas por crianças e jovens da cidade, da periferia e da zona rural. Foi com elas que Adel compartilhou seu desejo de construção de Mil Moradas e Uma, um projeto que só faz sentido com o outro, no coletivo, na troca e na generosidade de cada um que se dispôs a aceitar o desafio de fazer a Uma morada. Apenas Uma, além das outras Mil, construída com argila e a partir de escutas, apropriações, transformações e desprendimentos. Tudo no plural, mas demarcado por singularidades, subjetividades.

As Mil Moradas e Uma definitivamente não se fecham. Pelo contrário, o espaço se dilui impregnado de vozes, atravessando muros e paredes descobertas, e reverbera pelas memórias suscitadas e gravadas no processo de modelagem do barro, na construção das Moradas. Os ruídos, as conversas e os comentários, que compõem a instalação, reativam alguns caminhos percorridos pelas crianças e jovens e chegam até aqui para nos levar até lá, não sei exatamente onde. Voyeurisme? Acho que não... Me parece mais um deslocamento provocado pela intenção de compartilhar experiências ad infinitum.
Juliana Gouthier
Artista Plástica e professora da Escola de Belas Artes da UFMG

1Borges, Jorge Luís. Sete Noites. São Paulo: Editora Max Limonad Ltda., 1987 (p.69 a 88).

Circuito Atelier - Adel Souki / 2007


"O Forno de Papel" - Circuito de Cerâmica

Bruno Descaves. Brumadinho - MG - 2007


"Como Fazer Uma Casa"


Placas com restos de peças de cerâmica Galeria da Cemig Dimensões: 1200x220x40 cm Belo Horizonte - MG - 2003




A imaginação representativa ou realista


pode ser ponte ou passagem para a


imaginação poética ou criativa.


Do reino da percepção (sensitiva) para


o reino dos sonhos, onirismo dos


arquétipos gravados no inconsciente.






O cubo de madeira, esculpido, carcomido, erodido, sugerindo geometria de uma escada irregular arcaica, que leva o espectador ao espaço imaginário de algum compartimento secreto e invisível, estava na sala de jantar. Trazido pelas correntes marítimas, vento, água e sal, pelas marés e ondas, na aspereza de alguma praia da Turquia. Adel estava avançando a criação de pequenas construções que revelam abertamente os interiores, anteriormente pouco revelados através de pequenas portas como estalactites e estalagmites em compartimentos ocultos de uma gruta. Formas interiores precisas, diretas, verdadeiras e necessárias para um abrigo, uma casa como poço para água, escada para passagem de níveis e outras 50 e tantas construções. A escada criada, modelada e petrificada pôr Adel e o cubo de madeira ao léu, achado pôr uma amiga, são mais íntimos do que duas gêmeas idênticas, pertencem ao mesmo destino irreversível. Escada, criação poética; cubo de madeira, história aleatória. Origens diferentes para um único fim. O projeto “Como fazer uma casa” responde incorporando estímulos diversos, inclusive acontecimentos inexplicáveis, mas marcantes como o achado enigmático do cubo, que recria o tempo, não valorizando o que vem antes, o que depois. Adel se movimenta num misto de transe e lucidez durante a trajetória do seu processo. Sentimentos, intuição, razão, instinto. Palavras, frases, pensamentos, sensações, estímulos diversos, memórias, imêmores circulam aparentemente desconexos, fertilizando cada etapa. água? Poço . Escada, escova, pedaço de pano, cobertores para dobrar, caixas com tampa, cruz, florais, pastéis para fritar, perdas, enganos, o que preciso para seguir minha vida?, metáforas, ambigüidades, abre e vai direto, quero ver mostrar o que há dentro, escancarar o interior, em branca memória paradoxal, qual a cápsula em que vou viver, neste inferno , idéia de Deus, homem barbudo, no andar de cima, feitor, juiz, paredes, pedras, barro, terra, abandono, morte, escórias, gretas, reentrâncias, rachaduras, destroços, avidez da vida... Escrita automática, inventário em busca do imprescindível. O que tem sentido no abrigo. Verdade. Conteúdos desnecessários, ultrapassados, não mais precisos vão sendo desarmados, eliminados ou incorporados no muro da instalação. Permanece o preciso, necessário, verdadeiro. Nisto é radical. O muro vertical e os objetos que revelam o interior, dispostos na horizontal, exatos no espaço-tempo da instalação, sugerem também o infinito. Nada aceita a condição de contido. O que perde, o que ganha. Como a morte. Como a vida. Tudo se transfigura na poíesis de Adel. O caos se ordena em conhecimento universal, que nos torna iguais. Você já ouviu Adel? Viu seus cadernos? Como fazer uma casa, como construir a vida que contém a morte?



Megumi Yuasa, Início de inverno, 07/03





P. S. Os cadernos são íntimos, reflexivos(uma obra a parte). A instalação, para o espectador ser afetado na razão e no centro nervoso.

"Construções para o deserto"

45x67x12 cm (cada peça) - cerâmica - 1999 - Centro Cultural da UFMG


s/titulo 150x40x15cm cada - cerâmica - 1994 - Turminas - Belo Horizonte
"Objetos Rituais"


Dimensões variadas, 1992/1993
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